segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Slow Living como estilo de vida

Há alguns anos, o jornalista Carl Honoré decidiu escrever o livro Devagar – Como um movimento mundial está desafiando o culto da velocidade enquanto enfrentava, impaciente, uma longa fi la de embarque num aeroporto. Curiosamente, o autor confessou que, quando realizava suas pesquisas para a obra, ganhou uma multa por excesso de velocidade.  

Eis uma das conclusões a que chegou em seu ensaio: “Cada ato de desaceleração é um grão para o moinho” de uma vida saudável e relaxada.    Entre suas recomendações está a de esquecer o carro e andar a pé.

Nesse sentido, ele se inspirou no ecologista americano Edgard Abbey: “Caminhar faz com que o mundo seja muito maior e, por isso, mais interessante. Assim temos tempo para observar os detalhes.”

Seu ensaio segue a filosofia do slow living, estilo de vida que já foi adotado em várias pequenas cidades de países desenvolvidos.

No mundo da alimentação, os restaurantes de slow food se apresentam
como alternativa aos estabelecimentos de fast-food.  
Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tempo dos Ipês (Amarelos)


"A despeito de toda a nossa loucura, os ipês continuam fiéis à sua vocação de beleza, e nos esperarão tranquilos. Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em harmonia.
...
Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto. Quem sabe acontecerá com você o que aconteceu com Moisés, e sentirá que ali resplandece a glória divina…"
(Tempus Fugit - Rubem Alves)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mas quem vai nos ensinar?

É assim que as pessoas nos surpreendem. 

É dessa forma que a vida dança com você, dando a impressão de que é você que está marcando a cadência, mas não é. 

E então você precisa aprender a amar as pessoas que mais atinge, além de amar as que precisa adotar. 

A capacidade de gostar dos outros é imprescindível neste tempo de links quebrados e páginas viradas. 

Mas quem vai nos ensinar? 

Não é questão de comprar um dispositivo ou de fazer curso de autoajuda; é questão de construir um novo ethos, com tranquilidade para viver em um cenário menos fixo e desleal.

(Blog Digestivo Cultural - Ana Elisa Ribeiro)


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dia Nacional do Livro

Nossa homenagem ao Dia Nacional do Livro, um trecho do livro de um de nossos maiores expoentes da poesia:

"... Eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas."
( O Aprendiz de Feiticeiro - Mario Quintana)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O homem que tinha dois corações

    "Era uma vez um homem que a natureza dotara com dois corações. Ou seja, em cujo peito pulsavam dois corações. Ou seja, que viera a este mundo com dois desses maravilhosos órgãos. Tudo muito bem.
    Certo dia, porém, um dos corações parou. Nada de muito grave, uma vez que o homem dispunha ainda do segundo. O problema é que a história não é assim tão simples. Esqueci-me de referir* que os dois corações dedicavam um ao outro uma paixão antiga, profunda e avassaladora. Como se costuma dizer, no coração daqueles corações ardia a chama do mais puro amor. Assim, quando o primeiro parou, o segundo derreteu-se em lágrimas e deixou de bater por causa do desgosto.
    Concluindo, o homem não resistiu e morreu. Seja como for, a morte não resultou destes sobressaltos cardíacos, digamos assim. O homem faleceu na Arcádia em virtude de uma mordedura de serpente. E agora que está morto, a vida também não lhe tem sido fácil."

* Não é verdade. Estava assaz ansioso por escrever isto. Mas procuro ser um narrador competente e, por isso, esperei pela altura certa para fazer esta significativa revelação.

("Doutor Avalanche" - Rui Manuel Amaral - escritor ficcionista português)



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Mundo

Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
—  O mundo é isso —  revelou —.  Um montão de gente,  um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com  luz  própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e  fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
(O livro dos abraços  - Eduardo Galeano)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu, Você e o "Crescimento da Economia"

"
Eu fico achando engraçado quando as pessoas compram aqueles discursos ideológicos de noticiário de TV de que a economia "cresceu tantos por cento", como se isso fosse necessariamente bom pra todo mundo. 

Se há concentração da riqueza, que diferença faz o crescimento da economia, se a maior parte da população não tem acesso à riqueza que ela mesmo cria? 

Aí ficam dizendo "você tem que trabalhar mais, temos que investir em infraestrutura [leia-se, foda-se a educação] para empresas para o país poder crescer". 

Poderia ser traduzido assim: precisamos usar dinheiro público para construir infraestrutura para ser usada por grandes empresas que vão explorar a matéria prima e a mão de obra (de preferência barata) para fazer o "país crescer". 

Às vezes aqueles 6 ou 7% da "economia" "crescendo" é só mais grana no bolso do patrão. 

Aí, se utilizam da abstração "o país" para justificar quando as pessoas não veem a cor da riqueza produzida: é porque ela foi "para o país", e se você não tiver acesso à riqueza agora, deve trabalhar mais, para fazer o "país crescer", e um dia, quem sabe, verá essa tal de "economia crescendo". 

"
(Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A cada dia

"A cada dia que vivo, 
mais me convenço de que o 
desperdício da vida 
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade."

(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 13 de outubro de 2013

PROCURA DE IRMÃOS

“Eu, JOANITA EUZEBIA DE OLIVEIRA, solicito a ajuda deste importante órgão de informação para localizar minhas duas irmãs e meu irmão, dos quais não tenho notícias desde 1971.

Estou muito aflita, pois, não sei se os mesmos ainda estão vivos.

Os nomes de nossos pais, já falecidos são: BERNARDINO INÁCIO DE OLIVEIRA e MARIA EUZEBIA DE OLIVEIRA.

Abaixo, informo seus nomes e algumas descrições sobre eles:
       
   

- JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Até 1971, ele estava solteiro.  Era ele quem se comunicava comigo, informando sobre todos.




- ASCENDINA MARIA EUZEBIA DE OLIVEIRA – nesta fotografia, aparecemos juntas, eu e ela. Morava em Campo Grande, no Rio de Janeiro.  Era casada com um militar e tinha vários filhos.


  
- MARIA DE LOURDES EUZÉBIO DE OLIVEIRA - tinha dois filhos de nomes: Gilberto e Solange.

Abaixo meus  endereços (e-mail) para contatos:

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Homenagem a Cartola, que completaria 105 anos hoje.

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
   As rosas não falam
   Simplesmente as rosas exalam
   O perfume que roubam de ti, ai..."

(As rosas não falam - 


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O ESPELHO ENEVOADO


"
Três mil anos atrás, havia um ser humano, como eu e você, que vivia perto de uma cidade cercada de montanhas. O ser humano estudava para tornar-se um xamã, para aprender a sabedoria de seus ancestrais, mas não concordava completamente com tudo aquilo que aprendia. Em seu coração, sentia que existia algo mais.

Um dia, enquanto dormia numa caverna, sonhou que viu o próprio corpo dormindo. Saiu da caverna numa noite de lua nova. O céu estava claro e ele enxergou milhares de estrelas. Então, algo aconteceu dentro dele que transformou sua vida para sempre. Olhou para suas mãos, sentiu seu corpo e escutou a própria voz dizendo: 'Sou feito de luz; sou feito de estrelas'.

Olhou novamente para as estrelas e percebeu que não eram as estrelas que criavam a luz, mas antes a luz que criava as estrelas . 'Tudo é feito de luz', acrescentou ele, 'e o espaço no meio não é vazio'. E ele soube tudo o que existe num ser vivo, e que a luz é a mensageira de vida, porque está viva e contém todas as informações.

Então, compreendeu que embora fosse feito de estrelas, ele não era essas estrelas. 'Sou o que existe entre as estrelas', pensou. Então, chamou as estrelas de tonal e a luz entre as estrelas, de nagual, e soube que o que criava a harmonia e o espaço entre os dois é a Vida ou Intenção. Sem a vida, o tonal e o nagual não poderiam existir. A Vida é a força do absoluto, do supremo, do criador que cria tudo.

Foi isso o que ele descobriu: tudo o que existe é uma manifestação do ser que denominamos Deus. Tudo é Deus. E ele chegou à conclusão de que a percepção humana é apenas a luz que percebe a luz. Também viu que a matéria é um espelho - tudo é um espelho que reflete luz e cria imagens dessa luz - e o mundo da ilusão, o Sonho, é apenas fumaça que não permite que enxerguemos quem realmente somos. 'O verdadeiro nós é puro amor, pura luz', disse ele.

Essa compreensão mudou sua vida. Uma vez que ele soube quem realmente era, olhou ao redor para os outros seres humanos e para o restante da natureza e ficou surpreso com o que viu. Viu a ele mesmo em tudo - em cada ser humano, em cada animal, em cada árvore, na água, na chuva, nas nuvens, na terra. E viu que a Vida misturava o tonal e o nagual de formas diferentes para criar bilhões de manifestações de Vida.

Naqueles poucos momentos ele compreendeu tudo. Ficou muito excitado, e seu coração encheu-se de paz. Mal podia esperar para contar ao seu povo o que descobrira. Mas não havia palavra para explicar. Tentou falar com os outros, mas eles não conseguiam entender. Eles perceberam que o homem havia mudado, que algo bonito se irradiava dos olhos e da voz dele.

Repararam que ele não julgava mais as coisas e as pessoas. Ele não era mais como os outros.

Ele entendia os outros muito bem, mas ninguém conseguia entendê-lo.

Acreditavam que ele fosse a encarnação viva de Deus, e ele sorriu quando escutou isso, e lhes disse: 'É verdade. Sou Deus. Mas vocês também são Deus. Somos o mesmo, você e eu. Somos imagens de luz. Somos Deus'. Mesmo assim, as pessoas não o entenderam.

Havia descoberto que era um espelho para as outras pessoas, um espelho no qual podia observar a si mesmo. 'Todo mundo é um espelho', disse ele. Viu a si mesmo em todos, mas ninguém o viu como eles mesmos. Então compreendeu que todos estavam sonhando, mas sem consciência, sem saber o que realmente eram.

Não podiam enxergá-lo como eles mesmos porque havia uma parede de nevoeiro entre os espelhos. E essa parede era construída pela interpretação das imagens de luz - o Sonho dos seres humanos.

Então, ele percebeu que logo iria esquecer tudo o que aprendera. Queria lembrar-se de todas as visões que tivera; portanto, decidiu chamar a si mesmo de Espelho Enevoado, para que sempre soubesse que a matéria é um espelho e que a névoa do meio é o que nos impede de saber quem somos.

Ele disse: 'Sou o Espelho Enevoado, porque estou vendo a mim mesmo em todos vocês, mas nós não reconhecemos um ao outro por causa do nevoeiro entre nós. Esse nevoeiro é o Sonho, e o espelho é você, o sonhador'.  

"
( "Os Quatro Compromissos" - Don Miguel Ruiz )

domingo, 1 de setembro de 2013

Mário Quintana

O Aprendiz de Feiticeiro," sobre esta e outras
viagens: "... eu gostava era mesmo de partir.../Quando acaso embarco/
para alguma parte/ acomodo-me no meu lugar/ fecho os olhos e sonho/
Viajar, viajar/ mas para parte nenhuma/ viajar indefinidamente.../como
uma nave espacial perdida entre as estrelas".

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Felicidade em Sêneca - II

amagiadeeducar

" Embora em campo lavrado possam aparecer algumas flores, não foi por causa de tais plantas, ainda que proporcionem uma bela visão, que foi gasto tanto trabalho. 

A intenção do semeador era outra. O "a mais" é apenas um acréscimo eventual. 

Dessa forma, o prazer também não é o valor nem o motivo da virtude, mas, sim, um acessório dela. 

Não é porque deleita que agrada; mas, se agrada, então deleita."

                                     (Da Felicidade - Lúcio Anneo SÊNECA) 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

De onde veio a vida?

www.momentumsaga.com
Legal o texto da música da banda/troupe O Teatro Mágico.

Selecionei um trecho que abaixo transcrevo:

“Descobrir de onde veio a vida…
  Por onde entrei deve haver uma saída.
  Mas tudo fica sustentado pela fé.
  Na verdade ninguém sabe o que é.”


(Música: Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou)



sábado, 2 de março de 2013

Felicidade pra Sêneca

"... felicidade não pode acontecer além de si..."

" A felicidade é, por isso, o que está coerente com a própria natureza, aquilo que não pode acontecer além de si.  Em primeiro lugar, a mente deve estar sã e em plena posse de suas faculdades; em segundo lugar, ser forte e ardente, magnânima e paciente, adaptável às circunstâncias, cuidar sem angústia do seu corpo e daquilo que lhe pertence, atenta às outras coisas que servem para a vida, sem admirar-se de nada; usar os dons da fortura, sem ser escrava deles."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Real imaginário cotidiano

foto: "O Real imaginário Cotidiano" -  Devaneio Urbano

 “O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. 
(Riobaldo em “Grande Sertão : vereda” de Guimarães Rosa)

domingo, 20 de janeiro de 2013