terça-feira, 21 de janeiro de 2014

"Altos Papos"

Foto: Achei interessante! 
Lembrei de uma foto em que um homem senta pra conversar com Drummond, em Copacabana.  
Este aqui está em 'altos papos' com João Cabral de Melo Neto, na Rua da Aurora, em Recife.  
Existe uma expressão que diz: "Cem contos no pensamento!", que eu parafraseio e digo "cem contos pra ouvir a conversa".  
Não consegui ouvir nenhuma palavra! Só o buzinaço porque o sinal abriu e eu estava parado.


Achei interessante! 
Lembrei de uma foto em que um homem senta pra conversar com Drummond, em Copacabana. 
Este aqui está em 'altos papos' com João Cabral de Melo Neto, na Rua da Aurora, em Recife. 
Existe uma expressão que diz: "Cem contos no pensamento!", que eu parafraseio e digo "cem contos pra ouvir a conversa". 
Não consegui ouvir nenhuma palavra! Só o buzinaço porque o sinal abriu e eu estava parado.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Slow Living como estilo de vida

Há alguns anos, o jornalista Carl Honoré decidiu escrever o livro Devagar – Como um movimento mundial está desafiando o culto da velocidade enquanto enfrentava, impaciente, uma longa fi la de embarque num aeroporto. Curiosamente, o autor confessou que, quando realizava suas pesquisas para a obra, ganhou uma multa por excesso de velocidade.  

Eis uma das conclusões a que chegou em seu ensaio: “Cada ato de desaceleração é um grão para o moinho” de uma vida saudável e relaxada.    Entre suas recomendações está a de esquecer o carro e andar a pé.

Nesse sentido, ele se inspirou no ecologista americano Edgard Abbey: “Caminhar faz com que o mundo seja muito maior e, por isso, mais interessante. Assim temos tempo para observar os detalhes.”

Seu ensaio segue a filosofia do slow living, estilo de vida que já foi adotado em várias pequenas cidades de países desenvolvidos.

No mundo da alimentação, os restaurantes de slow food se apresentam
como alternativa aos estabelecimentos de fast-food.  
Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tempo dos Ipês (Amarelos)


"A despeito de toda a nossa loucura, os ipês continuam fiéis à sua vocação de beleza, e nos esperarão tranquilos. Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em harmonia.
...
Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto. Quem sabe acontecerá com você o que aconteceu com Moisés, e sentirá que ali resplandece a glória divina…"
(Tempus Fugit - Rubem Alves)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mas quem vai nos ensinar?

É assim que as pessoas nos surpreendem. 

É dessa forma que a vida dança com você, dando a impressão de que é você que está marcando a cadência, mas não é. 

E então você precisa aprender a amar as pessoas que mais atinge, além de amar as que precisa adotar. 

A capacidade de gostar dos outros é imprescindível neste tempo de links quebrados e páginas viradas. 

Mas quem vai nos ensinar? 

Não é questão de comprar um dispositivo ou de fazer curso de autoajuda; é questão de construir um novo ethos, com tranquilidade para viver em um cenário menos fixo e desleal.

(Blog Digestivo Cultural - Ana Elisa Ribeiro)


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dia Nacional do Livro

Nossa homenagem ao Dia Nacional do Livro, um trecho do livro de um de nossos maiores expoentes da poesia:

"... Eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas."
( O Aprendiz de Feiticeiro - Mario Quintana)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O homem que tinha dois corações

    "Era uma vez um homem que a natureza dotara com dois corações. Ou seja, em cujo peito pulsavam dois corações. Ou seja, que viera a este mundo com dois desses maravilhosos órgãos. Tudo muito bem.
    Certo dia, porém, um dos corações parou. Nada de muito grave, uma vez que o homem dispunha ainda do segundo. O problema é que a história não é assim tão simples. Esqueci-me de referir* que os dois corações dedicavam um ao outro uma paixão antiga, profunda e avassaladora. Como se costuma dizer, no coração daqueles corações ardia a chama do mais puro amor. Assim, quando o primeiro parou, o segundo derreteu-se em lágrimas e deixou de bater por causa do desgosto.
    Concluindo, o homem não resistiu e morreu. Seja como for, a morte não resultou destes sobressaltos cardíacos, digamos assim. O homem faleceu na Arcádia em virtude de uma mordedura de serpente. E agora que está morto, a vida também não lhe tem sido fácil."

* Não é verdade. Estava assaz ansioso por escrever isto. Mas procuro ser um narrador competente e, por isso, esperei pela altura certa para fazer esta significativa revelação.

("Doutor Avalanche" - Rui Manuel Amaral - escritor ficcionista português)



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Mundo

Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
—  O mundo é isso —  revelou —.  Um montão de gente,  um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com  luz  própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e  fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
(O livro dos abraços  - Eduardo Galeano)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu, Você e o "Crescimento da Economia"

"
Eu fico achando engraçado quando as pessoas compram aqueles discursos ideológicos de noticiário de TV de que a economia "cresceu tantos por cento", como se isso fosse necessariamente bom pra todo mundo. 

Se há concentração da riqueza, que diferença faz o crescimento da economia, se a maior parte da população não tem acesso à riqueza que ela mesmo cria? 

Aí ficam dizendo "você tem que trabalhar mais, temos que investir em infraestrutura [leia-se, foda-se a educação] para empresas para o país poder crescer". 

Poderia ser traduzido assim: precisamos usar dinheiro público para construir infraestrutura para ser usada por grandes empresas que vão explorar a matéria prima e a mão de obra (de preferência barata) para fazer o "país crescer". 

Às vezes aqueles 6 ou 7% da "economia" "crescendo" é só mais grana no bolso do patrão. 

Aí, se utilizam da abstração "o país" para justificar quando as pessoas não veem a cor da riqueza produzida: é porque ela foi "para o país", e se você não tiver acesso à riqueza agora, deve trabalhar mais, para fazer o "país crescer", e um dia, quem sabe, verá essa tal de "economia crescendo". 

"
(Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )