quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mas quem vai nos ensinar?

É assim que as pessoas nos surpreendem. 

É dessa forma que a vida dança com você, dando a impressão de que é você que está marcando a cadência, mas não é. 

E então você precisa aprender a amar as pessoas que mais atinge, além de amar as que precisa adotar. 

A capacidade de gostar dos outros é imprescindível neste tempo de links quebrados e páginas viradas. 

Mas quem vai nos ensinar? 

Não é questão de comprar um dispositivo ou de fazer curso de autoajuda; é questão de construir um novo ethos, com tranquilidade para viver em um cenário menos fixo e desleal.

(Blog Digestivo Cultural - Ana Elisa Ribeiro)


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dia Nacional do Livro

Nossa homenagem ao Dia Nacional do Livro, um trecho do livro de um de nossos maiores expoentes da poesia:

"... Eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas."
( O Aprendiz de Feiticeiro - Mario Quintana)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O homem que tinha dois corações

    "Era uma vez um homem que a natureza dotara com dois corações. Ou seja, em cujo peito pulsavam dois corações. Ou seja, que viera a este mundo com dois desses maravilhosos órgãos. Tudo muito bem.
    Certo dia, porém, um dos corações parou. Nada de muito grave, uma vez que o homem dispunha ainda do segundo. O problema é que a história não é assim tão simples. Esqueci-me de referir* que os dois corações dedicavam um ao outro uma paixão antiga, profunda e avassaladora. Como se costuma dizer, no coração daqueles corações ardia a chama do mais puro amor. Assim, quando o primeiro parou, o segundo derreteu-se em lágrimas e deixou de bater por causa do desgosto.
    Concluindo, o homem não resistiu e morreu. Seja como for, a morte não resultou destes sobressaltos cardíacos, digamos assim. O homem faleceu na Arcádia em virtude de uma mordedura de serpente. E agora que está morto, a vida também não lhe tem sido fácil."

* Não é verdade. Estava assaz ansioso por escrever isto. Mas procuro ser um narrador competente e, por isso, esperei pela altura certa para fazer esta significativa revelação.

("Doutor Avalanche" - Rui Manuel Amaral - escritor ficcionista português)



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Mundo

Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
—  O mundo é isso —  revelou —.  Um montão de gente,  um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com  luz  própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e  fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
(O livro dos abraços  - Eduardo Galeano)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu, Você e o "Crescimento da Economia"

"
Eu fico achando engraçado quando as pessoas compram aqueles discursos ideológicos de noticiário de TV de que a economia "cresceu tantos por cento", como se isso fosse necessariamente bom pra todo mundo. 

Se há concentração da riqueza, que diferença faz o crescimento da economia, se a maior parte da população não tem acesso à riqueza que ela mesmo cria? 

Aí ficam dizendo "você tem que trabalhar mais, temos que investir em infraestrutura [leia-se, foda-se a educação] para empresas para o país poder crescer". 

Poderia ser traduzido assim: precisamos usar dinheiro público para construir infraestrutura para ser usada por grandes empresas que vão explorar a matéria prima e a mão de obra (de preferência barata) para fazer o "país crescer". 

Às vezes aqueles 6 ou 7% da "economia" "crescendo" é só mais grana no bolso do patrão. 

Aí, se utilizam da abstração "o país" para justificar quando as pessoas não veem a cor da riqueza produzida: é porque ela foi "para o país", e se você não tiver acesso à riqueza agora, deve trabalhar mais, para fazer o "país crescer", e um dia, quem sabe, verá essa tal de "economia crescendo". 

"
(Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A cada dia

"A cada dia que vivo, 
mais me convenço de que o 
desperdício da vida 
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade."

(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 13 de outubro de 2013

PROCURA DE IRMÃOS

“Eu, JOANITA EUZEBIA DE OLIVEIRA, solicito a ajuda deste importante órgão de informação para localizar minhas duas irmãs e meu irmão, dos quais não tenho notícias desde 1971.

Estou muito aflita, pois, não sei se os mesmos ainda estão vivos.

Os nomes de nossos pais, já falecidos são: BERNARDINO INÁCIO DE OLIVEIRA e MARIA EUZEBIA DE OLIVEIRA.

Abaixo, informo seus nomes e algumas descrições sobre eles:
       
   

- JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Até 1971, ele estava solteiro.  Era ele quem se comunicava comigo, informando sobre todos.




- ASCENDINA MARIA EUZEBIA DE OLIVEIRA – nesta fotografia, aparecemos juntas, eu e ela. Morava em Campo Grande, no Rio de Janeiro.  Era casada com um militar e tinha vários filhos.


  
- MARIA DE LOURDES EUZÉBIO DE OLIVEIRA - tinha dois filhos de nomes: Gilberto e Solange.

Abaixo meus  endereços (e-mail) para contatos:

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Homenagem a Cartola, que completaria 105 anos hoje.

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
   As rosas não falam
   Simplesmente as rosas exalam
   O perfume que roubam de ti, ai..."

(As rosas não falam -