terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Espasmo do nascimento - IV (Final)

Alguns estarão a perguntar por que estes textos sobre o espasmo do nascimento.   Antes que surjam mais dúvidas, vou esclarescendo que é por conta do final do ano, quando sugem os questionamentos sobre a vida e os modos de viver, e a proximidade de meu aniversário (o que por si só já seria motivo para estes sentimentos aqui descritos).


Aqui vai a parte final deste texto que selecionei pra estas horas.

http://sofotos.org/fotos-de-bebes
"Assim, não nos resta senão assumirmos nossa visceral unicidade. Não já de uma maneira refletida, ponderada, mas de um modo que permita a nossa sobrevivência.  Viver, já desde suas primeiras instâncias, é um sobre-viver: viver por “sobre” a infinidade de circunstâncias que nos desafia continuamente, embater-se nas ondas da existência, viver apesar das infinitas armadilhas da vida... Cada minuto, cada segundo é, na verdade, a proclamação de uma sobrevivência; significa que, apesar do peso que a vida representa, dos perigos inerentes a ela, nós fomos capazes de achar saídas, saídas das infinitas situações que se sucedem e que poderiam significar, simplesmente, o nosso fim.
Podemos assim compreender que o nascimento, e o que se lhe segue em termos de adaptação ao mundo, é uma das maiores, se não a maior – e mais decisivas – crises pelas quais passa o ser humano."
(Ricardo Timm de Souza  - Sobre a Construção do Sentido)

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