sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Considerações de Fim de Ano

O Talmud, livros que contêm a tradição oral, as leis, ética, costumes e história dos judeus, equivalente aos Livros dos Santos Padres (Encíclicas) para os católicos, e equivalente à Suna para os muçulmanos, nos diz que: "Não vemos as coisas apenas como são, mas, também, como nós somos".

Como em todo final de ano, há uma tendência de avaliar a extensão do ano que passou, não como absoluto, mas com uma relatividade do tempo com a idade de quem o avalia. Explico: um ano para um recém-nascido ou um bebezinho de apenas um ano, significa 100 por cento do tempo vivido; para uma criança de 10 anos, já representa 10 por cento de sua idade. Um jovem de 20 anos avaliará o ano como sendo muito tempo para passar. Tal avaliação, se efetuada por um ancião de 80 ou 90 anos, será algo bem próximo de 1 centésimo. Ora, que período brevíssimo, meu caro jovem!

Fritjof Capra diz que o "universo não é uma coleção de objetos físicos, mas, uma complexa teia de relações entre diferentes partes de um todo". A conclusão é que a soma das partes não é nunca igual à medida do todo. Nas relações entre as parte existem as iterações com medidas impossíveis de serem avaliadas.

Estas iterações dependem das pontes construídas entre as partes. O que nos faz lembrar a música do grande Lenine, A Ponte, com uma metáfora incrível em que é possível sair da ilha, da caverna, da alienação. "... a ponte é até onde vai o seu pensamento."

Uma incrível ponte é citada por Leonardo Boff, na midraxe-hagadá (ampliação das verdades bíblicas), A Águia e a Galinha, nos leva a pensar sobre a natureza 'águia' de todos os que acham que nasceram 'galinhas de terreiro'. Isto é, apesar dos obstáculos encontrados no dia-a-dia, o ser humano pode encontrar entusiamos na busca da superação, apesar do lugar social, do local onde se encontra.

" A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam! "

FELIZ ANO NOVO, de saúde, paz, alegria e de Sabedoria, para todos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A máquina do Tempo

"...Quero convidar vocês a dar um passeio pelo mundo do jeito como ele era quando eu era criança. Era um mundo muito diferente!

o mundo em que eu vivi não se encontra em nenhum lugar do espaço. Não é possível pegar um carro e ir até ele. O meu mundo de menino está no Tempo – um tempo que passou, que não existe mais. Para se ir para um Tempo diferente, carros e aviões não adiantam. É preciso um outro meio de transporte. É preciso embarcar numa Máquina do Tempo.

Vocês nunca viajaram numa Máquina de Tempo? Pois vão viajar agora! A Máquina de Tempo está dentro da nossa cabeça. Ela se chama Imaginação. Quando vocês se lembram das últimas férias e dão risadas imaginando o que aconteceu, vocês estão viajando na Máquina do Tempo: vocês foram para o passado. O passado ficou vivo de novo nos seus pensamentos."
(A máquina do tempo - Rubem Alves)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Vinho e Paixão

Como cantou Chet Baker, "I fali in love too easily, I fali in love too fast”...

Meu primeiro romance foi com Mademoiselle Beaujolais. Sem cobranças nem perguntas, apenas diversão, bebi boas risadas em sua leve futilidade. Mas aquilo não era para durar mesmo. Sinatra entoaria: "It was just one of those things. It was too hot Idown."

Foi então que conheci La Romanée. Mal acreditei quando su olhar sedutor se dirigiu a mim. Muita areia pró meu caminhãozinho. Cantando "Lucky to be me", mergulhei em uma experiência única, tão intensa quanto complexa. Porém, nenhum mortal pode querer La Romanée para sempre e logo fui trocado por alguém mais rico. Afoguei a tristeza em água, sem gás. Old Bue Eyes diria: "I´m a fool to want you”.


Devo muito a uma Grande Dame da sociedade, efevercente de alegria, que me adotou como seu enfant gâté e me devolveu o prazer de viver. Foram incontáveis festas, com incontáveis brindes. Um jorro de glamour ao som de “I get a kick our of you”.
Hoje, não importa origem, idade ou cor. Cada gole é um beijo, com gosto ao mesmo tempo de primeiro e de último, pois, de tanto torcer e esticar meu coração, me apaixonei pela paixão.

(Vinho & algo mais – Marcelo Copello)