quarta-feira, 1 de abril de 2009

By the way...


Numa certa manhã, uma professora idosa caminhava por uma ruela quando se depara com um enorme sapo. Ficou assustada, mas eis que o sapo lhe fala com voz polida:

- Colega, sou professor de Direito com graduação na melhor universidade de São Paulo. Realizei meus estudos de mestrado, doutorado e pós¬doutorado nas Universidades de Heidelberg, Bremen e Freiburg. Fui convertido em sapo por um colega invejoso.



A mestra se ajoelha e agarra o sapo. Em seguida, abre a bolsa e coloca o sapo.

Pouco depois, escuta a indagação do sapão:

- Amiga, por que sou prisioneiro?

Ao que a mestra responde de imediato:

- Lamento dizer que um professor, mesmo erudito e com ideias revolucionárias, não me serve para nada. Continuarei recebendo o meu irrisorio contracheque da universidade. Entretanto, um sapo que fala será o meu passaporte para uma velhice abastada e sem medo de morrer em estado miserável, quiçá, deplorável.

(Fábula, acho que luso-afro-brasileira)

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