sexta-feira, 27 de junho de 2008

Eco ou vida???

Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente seu filho, cai, machuca-se e grita:
- Aaai!!!
Para sua surpresa escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha:
- Aaai!!!
Curioso, pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado, grita:
- Seu covarde!!!
Escuta como resposta:
- Seu covarde!!
Olha para o pai e pergunta aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e fala:
- Meu filho, preste atenção!
Então, o pai grita em direção á montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo, o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende.
Então o pai explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade isso é a VIDA. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas atitudes. Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração. Se você quer mais competência da sua equipe, desenvolva a sua competência. O mundo é somente a prova da nossa capacidade. Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela.

SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA, É CONSEQÜÊNCIA DE VOCÊ !

(autoria desconhecida)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Caminhos do Coração

"E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente.
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas...

É tão bonito quando a gente vai à vida,
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração..."
(Caminhos do Coração - Gonzaguinha)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O meu tamanho


'Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.'
(Drummond)

Excesso de opções dificulta raciocínio


Quem já não se viu angustiado diante do grande número de opções, como cor, modelo e acessórios, de um mesmo produto? Tantas possibilidades acabam sobrecarregando nossos circuitos cognitivos, e o resultado é a falta de concentração para realizar tarefas que exigem raciocínio. Essa é a conclusão de um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, assinado por pesquisadores de quatro universidades americanas.
Participaram do estudo cerca de 350 voluntários que tiveram de fazer uma série de escolhas em três ambientes diferentes: um shopping center, uma sala de aula e o laboratório. Depois, todos tiveram de resolver problemas de aritmética. Quanto maior o número de opções oferecidas, pior o resultado nos testes.

Os participantes do grupo-controle obtiveram desempenho significativamente maior que o de seus colegas confusos com tantas decisões. Nestes, até as escolhas prazerosas, como selecionar presentes para si mesmos, tiveram impacto negativo sobre o exercício do raciocínio. Segundo os autores, o excesso do escolhas consome recursos cognitivos importantes.

Veja o texto do blog aqui

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Metade

"Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio;
que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca;
pois, metade de mim é o que eu grito,
mas, a outra metade é silêncio.
...

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba,
e que ninguém a tente complicar,
pois, é preciso simplicidade pra fazê-la florescer;
porque metade de mim é platéia;
e a outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada,
porque metade de mim é amor,
e a outra metade também. "

(Metade _ Oswaldo Montenegro)

CURSO DE ESCUTATÓRIA

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.

Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

... Escutar é complicado e sutil, diz Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro:

-Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial.

Aí, de repente, alguém fala. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.

Na nossa civilização, se eu falar logo e logo a seguir fico em silêncio, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio, na verdade deve querer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

(Rubem Alves)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Curtir mais o dia-a-dia, mas nunca à custa de nossos filhos

Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia-a-dia, mas nunca à custa de nossos filhos, deixando um planeta poluído, cheio de dívidas públicas e previdenciárias para eles pagarem. Estamos deixando um mundo pior para nós mesmos, são nossos genes que viverão nesse futuro. Inferno nessa concepção é deixar filhos drogados, sem valores morais, sem recursos, desempregados, sem uma profissão útil e social. Se não transmitirmos uma ética robusta a eles, nosso DNA terá curta duração.

"Estar no céu" significa saber que seus filhos e netos serão bem-sucedidos, que serão dignos de seu sobrenome, que carregarão seus genes com orgulho e veneração. Ninguém precisa ter medo da morte sabendo que seus genes serão imortais. Assim fica claro qual é um dos principais objetivos na vida: criar filhos sadios, educá-los antes que alguém os "eduque" e apoiá-los naquilo que for necessário. Por isso, as mulheres são psicologicamente mais bem resolvidas quanto a seu papel no mundo do que os homens, com exceção das feministas.

Homens que têm mil outros objetivos nunca se realizam, procurando a imortalidade na academia ou matando-se uns aos outros. Se você pretende ser imortal, cuide bem daqueles que continuarão a carregar seu DNA, com carinho, amor e, principalmente, dedicação.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Sair à rua

“A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós
todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e
o coração cantando!"
(Mário Quintana)