quarta-feira, 28 de maio de 2008

Palavras

Um personagem de uma novela antiga, dizia, sempre antes de seu discurso, a frase: "Palavras são palavras, nada mais que palavras".

Será? Um ditado suíço diz que "as palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão".

Quantas e quantas vezes temos que nos retratar e pedir perdão por palavras proferidas em horas impróprias, e até mesmo palavras impróprias. Palavras que ferem, que machucam, que replicam um xingamento, uma reprimenda, um distrato, um maldizer.

Como é bom quando falamos palavras que constroem, que mudam rumos, que dão novo alento, incentivam, aquecem o coração de alguém, e dão esperança!

Alguém já parou para avaliar a quantidade de más e boas palavras proferidas e fazer o balanço ao final de um dia? Além disso, é costume analisarmos o semblante, a fisionomia, o estado das pessoas que nos ouve após as proferidas palavras?

É certo que, como falou Boff, "todo ponto de vista é a vista de um ponto. Porque cada um lê e relê com os olhos que tem... Compreende e interpreta a partir do mundo que habita". Daí, a possibilidade de ser mal interpretado, mal entendido. Às vezes, até por distração, podemos magoar as pessoas, principalmente as que nos cercam.

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